Home Guarulhos Cidade PM fecha base comunitária em Guarulhos; Conseg diz que todas as unidades da cidade serão desativadas

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  Polícia Militar nega os demais fechamentos; medida faz parte do plano de reestruturação realizado pelo governo de SP, que pretende colocar 148 bases móveis nas ruas.

A Polícia Militar (PM) desativou uma das quatro bases comunitárias que funcionam na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, e realocou os policiais que trabalhavam no local para o policiamento ostensivo. As outras três bases também devem ser fechadas pelo comando da PM, segundo o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg).

A medida faz parte da reestruturação na corporação imposta pelo governo estadual na gestão de João Doria (PSDB). A PM, porém, nega o fechamento das demais bases.

A base comunitária do Jardim Bom Clima, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, foi fechada há mais de um mês. No local, irá funcionar a Ouvidoria da Guarda Civil Municipal de Guarulhos. O G1 esteve no local e verificou que a unidade está vazia e já foi modificada com a pintura das cores azul e branco, usadas pela GCM.

“Nós já tínhamos sido informados pelo comando da PM. Em reunião do Conseg, foi mencionado que seria fechada em função da troca de planejamento do comando da PM”, afirmou Mauro Ota, presidente do Conseg Taboão.

A PM nega o fechamento das bases e diz que no Jardim Bom Clima funcionava um posto policial, conhecido como ponto de apoio, e não uma base comunitária.

Apesar de ser a segunda maior cidade do estado de São Paulo, com uma população de 1,3 milhão de habitantes, Guarulhos tinha somente quatro bases comunitárias da PM. Com o fechamento da base Bom Clima, restaram as bases Taboão, Vila Galvão e Centro.

“Todas as bases da PM de Guarulhos serão desativadas pela Polícia Militar. Aqui no Bom Clima, a base foi construída e mobiliada com o dinheiro da comunidade há 20 anos”, lamenta o cabeleireiro Alberto Valadares, conhecido como Argentino, presidente do Conseg Bom Clima.

Ele diz estar preocupado com o possível aumento de violência na região. “Não é coerente com a filosofia do policiamento comunitário de aproximar a PM da comunidade. O policial que anda na viatura não se integra com a comunidade, ele está sempre ostensivo esperando uma ocorrência ocorrer. O ideal é prevenir e não chegar depois que acontecer o crime”, reclama.

O empresário Tany Tang, de 42 anos, dono de posto de combustível em frente à base fechada, lamenta a decisão da polícia. “Isso inibia bastante qualquer tipo de ação criminosa, ajudou bastante, durante 20 anos nunca tivemos problemas. Agora estamos abandonados. A saída foi repentina e não fomos comunicados”, afirma.

O motorista José Américo da Silva, de 38 anos, morador do bairro Bom Clima, ficou surpreso com o fechamento. “Eu acho que isso é uma falta de respeito com a população, a gente já não tem segurança e a única base comunitária que a gente tem eles fecham”, lamenta.

Implantadas há 30 anos no estado de São Paulo, as bases comunitárias surgiram após o Brasil adotar o modelo de posto policial japonês, conhecido como Koban no país asiático.

Reestruturação
Os policiais que trabalhavam fixos nas bases agora aumentam o efetivo de homens na rua. Uma das políticas da gestão João Doria é dar mais visibilidade à PM para aumentar a sensação de segurança da população. Desta forma, ele pretende implantar 148 bases móveis até o fim da sua gestão.

A ampliação de bases móveis tinha sido uma promessa de campanha de Doria durante o período eleitoral, em outubro do ano passado. “Nós vamos implantar aqui em São Paulo bases comunitárias da Polícia Militar, como esta. Hoje são 400 bases, nós teremos 1.200 bases em todo o estado, operando 24 horas por dia. Isso para oferecer à população mais segurança nas ruas. E estas bases comunitárias operarão com cinco PMs 24 horas por dia”, disse o então candidato a governador em 9 de outubro do ano passado, durante visita a uma base móvel da PM na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Sul da capital paulista.

Em sua primeira semana como governador, Doria tirou policiais que trabalhavam internamente em funções administrativas para participarem de operações e aumentar o efetivo nas ruas.

Policiais militares que trabalham nas bases comunitárias ouvidos pela reportagem reclamam da falta de estrutura das móveis, ocasionando uma piora em suas condições de trabalho.

Os PMs dizem que as bases móveis não têm banheiro, internet nem cama para descansar durante o plantão. Eles também argumentam que, com a mudança, vão perder a proximidade com os moradores da região e acabar com a relação de confiança conquistada ao longo de décadas.

O coronel reformado da PM José Vicente da Silva, especialista em segurança pública, defende o novo modelo de policiamento adotado pelo estado. “A base comunitária é fixa e o policiamento moderno é articulado de maneira dinâmica para acompanhar o movimento da violência, as chamadas manchas criminais”, afirma.

De acordo com o coronel, a PM agora adota o modelo de policiamento de prevenção nos pontos em que há maior índice de criminalidade. “Uma viatura atende uma área de 10 mil habitantes. Quando o policial fica em uma base, o alcance é de apenas 3 mil pessoas. Com o fechamento das bases, aumenta a área de segurança. A polícia hoje é mobilidade e prevenção ativa”, ressalta.

Posicionamento PM
“As bases de Guarulhos não serão fechadas. A única adequação foi a passagem do posto policial do bairro Bom Clima (que não era uma base comunitária de segurança, mas sim um posto ), cujo prédio é da Prefeitura municipal. O prédio necessitava de adequações de ordem física. A guarda municipal ocupou a pequena instalação no dia seguinte e iniciaram-se as melhorias.

O policiamento foi mantido na região por meio das viaturas do setor, bem como uma base comunitária móvel.

As demais bases não sofrerão qualquer alteração.

A ordem é de expansão no estado, inclusive com a aquisição de 148 novas bases móveis e que serão entregues no final de julho ou início de agosto”. Fonte: G1

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