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Bancários de todo País entram em greve a partir desta terça-feira. Os trabalhadores de bancos públicos e privados decidiram pela paralisação por tempo indeterminado depois de negociações sem sucesso sobre aumento de salário com os bancos.

 

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), estão em greve a partir de hoje os bancários de São Paulo, Pernambuco, Ceará, Curitiba, Espírito Santo, Belo Horizonte, Bahia, Campinas, Mato Grosso, Porto Alegre, Brasília, Alagoas, Piauí, Rio de Janeiro, entre outros.

Os bancários recusaram proposta de 8% de reajuste, feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), durante a quinta rodada de negociações, na última sexta-feira, em São Paulo. Os trabalhadores pedem aumento de 12,8%. Os funcionários de bancos também querem auxílio creche/babá no valor de um salário mínimo (R$ 545), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4.500 e piso salarial de R$ 2.297,51.

Os trabalhadores também pedem mais investimentos em segurança nas agências, fim do assédio moral, ampliação das contratações, além do fim de metas consideradas por eles abusivas e dos altos juros. Novas reuniões entre os grevistas serão realizadas no final desta terça para decidir se a paralisação continua. A Febraban ainda não se posicionou sobre o assunto.

Os funcionários em greve divulgaram nota à população para esclarecer sua posição. Confira a íntegra:

"1 - Os banqueiros ganham dinheiro como ninguém neste País, mas desrespeitam tanto os seus funcionários quanto os clientes, os usuários e a sociedade brasileira.
2 - Os maiores bancos lucraram mais de R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre do ano. No entanto, eles propuseram reajuste de 8% aos bancários, o que significa apenas 0,56% de aumento real. Enquanto isso, altos executivos chegam a ganhar até 400 vezes o valor do piso da categoria, mostrando que eles não querem distribuir renda e ajudar o Brasil a se desenvolver.
3 - Para atingir esses lucros gigantescos, os bancos pressionam os bancários a vender produtos aos clientes, mesmo que eles não precisem. Exigem metas cada vez maiores, impossíveis de serem atingidas. Por causa dessa pressão e do assédio moral, os bancários estão adoecendo cada vez mais. Mas os banqueiros não querem discutir medidas para preservar a saúde dos trabalhadores.
4 - As filas intermináveis nas agências ocorrem porque faltam funcionários. Não é à toa que os bancos são um dos setores que menos geram empregos no Brasil. O Itaú e o Santander reduziram postos de trabalho no primeiro semestre. Os bancários querem mais contratações para acabar com as filas, melhorar as condições de trabalho e garantir atendimento decente aos clientes.
5 - Os bancos aqui no Brasil cobram os juros e as tarifas bancárias mais altas do mundo. Eles só 'sugam' os clientes e não oferecem contrapartidas sociais ao Brasil e aos brasileiros.
6 - Mesmo com esses ganhos, os bancos investem pouco em segurança para proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes. Em 2011, 34 pessoas foram mortas em assaltos envolvendo bancos, 11 delas no crime de 'saidinha de banco'. Os bancários defendem mais equipamentos de prevenção, como porta giratória e câmeras de monitoramento em tempo real, assim como biombos e divisórias individualizadas entre os caixas para garantir privacidade nas operações bancárias, e isenção das tarifas de transferência (TED, DOC) para evitar que clientes sejam alvos de assaltantes.
7 - Os bancos estão empurrando as pessoas de baixa renda para os correspondentes bancários, onde o atendimento é precário e não tem segurança. Os bancários querem inclusão bancária para todos os cidadãos, sem precarização, sem exclusão, com qualidade de atendimento, segurança e proteção ao sigilo dos clientes.
8 - Por tudo isso, os bancários estão em greve. A luta é para conquistar um emprego decente, com aumento real, valorização do piso, maior distribuição dos lucros, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, igualdade de oportunidades e aposentadoria digna, dentre outros itens".

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