Home Brasil Cidades Maioria dos bancários do país aprova o fim da greve

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A maioria dos bancários do país aceitou a proposta feita pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), bem como as específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, e decidiu encerrar a greve após 21 dias. Os bancários devem retornar ao trabalho amanhã (18).

 

As três propostas foram aceitas em cidades como São Paulo (SP), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Salvador (BA), Campinas (SP), Uberaba (MG), Londrina (PR), Criciúma (SC), Blumenau (SC), Teresópolis (RJ), Vitória da Conquista (BA) e Dourados (MS), entre outras, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

Várias assembleias ainda se encontram em andamento.

A entidade propôs que os sindicatos de todo o país aceitassem a proposta apresentada na última sexta-feira (14) pela Fenaban.

Bancários de Curitiba e região já voltaram ao trabalho
Os bancários de Curitiba e região metropolitana decidiram voltar ao trabalho hoje. Cerca de mil bancários participaram na noite de ontem (16), em Curitiba, da assembleia convocada pelo sindicato da categoria, quando ficou decidido o fim da greve.

Segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, as propostas da Fenaban, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil foram aprovadas por ampla maioria.

Detalhes do acordo
Para o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, o acordo firmado com a Fenaban "foi uma vitória e reforçará as reivindicações de outras classes de trabalhadores, que vão discutir daqui para a frente seus acordos coletivos anuais".

A proposta da Fenaban estabeleceu reajuste de 9% sobre os salários e de 12% sobre o piso da categoria, válido a partir de 1º de setembro.

O valor do piso sobe de R$ 1.250 para R$ 1.400.

Os bancários vão receber da instituição em que trabalham até 2,2 salários por ano, a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Pelo acordo, a categoria conquistou aumento real de 1,5%, e para o piso da categoria, o aumento real foi 4,3%.

Os bancários vão repor os dias de paralisação até 15 de dezembro, o que afastou a possibilidade de desconto dos dias parados.

"Houve ganho político muito relevante, uma vez que o discurso do governo é de que aprovar reajustes acima da inflação e dar ganhos reais, realimentaria a inflação", disse Cordeiro.

Ganhos sociais e de segurança
Além do campo financeiro, ele cita ainda avanços na questão social e no que se refere à segurança. Ficou acertado, por exemplo, que os bancários não vão trabalhar no transporte de valores, o que "porá fim à violência que muitos sofrem, principalmente no interior, com a ocorrência inclusive de casos de mortes".

Ele cita ainda a proibição da divulgação pelos bancos de ranking sobre o desempenho individual de bancários, prática que, segundo o sindicalista, provocava constrangimentos no local de trabalho.

(Com informações da Agência Brasil)

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