postheadericon Aeroportos funcionam normalmente apesar de greve de aeroportuário

A greve dos aeroportuários iniciada à 0h desta quinta-feira não afeta as operações nos aeroportos internacionais de Cumbica, em Guarulhos (SP), de Viracopos, em Campinas (SP), e de Brasília nesta manhã.

 

A Infraero, estatal que administra os aeroportos, informou que deslocou funcionários, inclusive da área administrativa, para as operações mais importantes, que afetariam o embarque e desembarque. Além disso, os empregados que não aderiram à greve em Cumbica, por exemplo, estão trabalhando, mas sem identificação, como coletes da empresa.

Com isso, de um total de 87 voos domésticos previstos entre a 0h e às 11h no aeroporto de Guarulhos, foram registrados apenas quatro cancelamentos e três com atrasos acima de 30 minutos. Considerando os 36 voos internacionais programados, houve um cancelamento e três com atraso nesse período.

Em Campinas, dos 47 voos domésticos previstos, foram registrados três cancelamentos e um atraso. Apenas uma partida internacional estava programada e nada foi alterado pela paralisação.

O sindicato da categoria informou que, dos 40 funcionários que trabalham por turno no terminal, apenas três estão trabalhando. A Infraero ainda vai divulgar um balanço dos funcionários parados, mas declarou que está conseguindo realizar todas as operações com os empregados que não aderiram à paralisação.

Já no terminal de cargas, de acordo com a estatal, cerca de 800 toneladas de mercadorias estão represadas. A prioridade do transporte está sendo dada para alimentos perecíveis e animais. Em frente ao terminal de passageiros, os funcionários realizam um ato com carro de som.

Em Brasília, dos 73 voos domésticos previstos entre a 0h e às 11h de hoje, houve quatro cancelamentos e três atrasos. Já entre as três partidas internacionais programadas, uma foi cancelada.

 

A categoria quer garantir, com o movimento que vai até amanhã (21), um assento na mesa de negociação que vai decidir como será a privatização dos aeroportos. "O governo está nos oferecendo um ano de estabilidade, mas queremos pelo menos dez", afirmou nesta manhã Francisco Lemos, presidente do Sina (Sindicato Nacional dos Aeoroportuários).

Ontem, a AGU (Advocacia-Geral da União) entrou com uma ação civil pública na Justiça do Trabalho do Distrito Federal para assegurar o trabalho de pelo menos 90% dos aeroportuários.

A categoria é contra o modelo de privatização proposto pelo governo federal, pois quer que a Infraero continue no comando das "atividades-fim" dos aeroportos: operação, segurança, carga e navegação aéreas, controle de tarifas e manutenção, e engenharia especializada.